quinta-feira, 5 de junho de 2014


PORTUGUÊS TÉCNICO 

Turmas: CA1, CB1 e CC1
Prezados alunos,  a atividade, que segue abaixo, será resolvida na próxima aula .


Violência epidêmica
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes centros urbanos e se dissemina pelo interior. A incidência nem sempre é crescente, mudança de fatores ambientais e medidas mais eficazes de repressão, por exemplo, podem interferir em sua escalada.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a violência flutuam ao sabor das emoções, raramente o conhecimento científico sobre o tema é levado em consideração. Como reflexo, a prevenção das causas e o tratamento das pessoas violentas evoluíram muito pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas que os tornam despreparados para lidar corri as frustrações de seus desejos.
A violência urbana é uma doença com múltiplos fatores de risco, dos quais os mais relevantes são a pobreza e a vulnerabilidade biológica.
      Os mais vulneráveis são os que tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao desenvolvimento psicológico pleno. A revisão dos estudos científicos já publicados permite identificar três fatores principais na formação das personalidades com maior inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram abusadas sexualmente, humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescência vivida em famílias que não lhes transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, à corrupção policial e ao péssimo exemplo de impunidade dado pelos chamados criminosos de colarinho-branco, esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a resposta do aprisionamento. Embora pareça haver consenso de que essa seja a medida ideal e de que lugar de bandido é na cadeia, não se pode esquecer que o custo social de tal solução está longe de ser desprezível. Além disso, seu efeito é passageiro: o criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. Para agravar, obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, aumentaremos o número de prisioneiros a ponto de não conseguirmos edificar prisões na velocidade necessária para albergá-los. As cadeias continuarão superlotadas, e o poder dentro delas, nas mãos dos criminosos organizados.
Seria mais sensato investir o que gastamos com as cadeias em educação, para prevenir a criminalidade e tratar os que ingressaram nela. Mas, como reagir diante da ousadia sem limites dos que fizeram do crime sua profissão sem investir pesado no aparelho repressor e no aprisionamento, mesmo reconhecendo que essa é uma guerra perdida?
Estamos nesse impasse!
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e construir cadeias novas para substituir as velhas, mas isso não resolverá o problema enquanto a fábrica de ladrões colocar em circulação mais criminosos do que nossa capacidade de aprisioná-los.
Só teremos tranquilidade nas ruas quando entendermos que ela depende do envolvimento de cada um de nós na educação das crianças nascidas na periferia do tecido social. O desenvolvimento físico e psicológico das crianças acontece por imitação. Sem nunca ter visto um adulto, ela andará literalmente de quatro pelo resto da vida. Se não estivermos por perto para dar atenção e exemplo de condutas mais dignificantes para esse batalhão de meninos e meninas soltos nas ruas pobres das cidades brasileiras, vai faltar dinheiro para levantar prisões.
Enquanto não aprendemos a educar e oferecer medidas preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-las na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento artístico."
                               
VARELLA. Drauzio. In Folha de S.Paulo. 9 mar. 2002.
                                                                       
ATIVIDADE

  • A organização de um texto pode ser observada ao se extrair de cada parágrafo a ideia desenvolvida em cada um. O texto "Violência epidêmica" tem 14 parágrafos. Qual é a ideia principal de cada um?


sábado, 10 de maio de 2014

ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL JOSÉ FEIJÓ

ALUNO:                                                                       TURMA:                         DATA:                                     .
TRABALHO – PORTUGUÊS TÉCNICO II
Julgue (correta ou incorreta) a concordância verbal  e nominal nas orações abaixo. A concordância incorreta só contará ponto se estiver acompanhada de justificativa.

1. (                                              )Meu pai ou minha mãe principiam o trabalho.


2. (                                           )A mãe da menina era uma das que mais trabalhavam na feira.


3. (                                           )Podem fazer cinco anos que não o vejo.



4. (                                           )Choveu motivos para aquela decisão.



5. (                                                      )Ouviam-se protestos entre os  compradores.



6. (                                             )Suspeitaram inicialmente  dos funcionários do banco.




7. (                                                )  Anexo ao requerimento, segue cópia autenticada do recibo de pagamento.                                                      



8. (                                               ) As mulheres estão alertas, porque querem comprar bastante vestidos  beges.                                                  



9. (                                                      )Informo a Vossas Senhorias que , incluso, seguem a carta, o relatório e a cópia que nos solicitaram, e que estão inteiramente à vossa disposição para exame.




10. (                                                      )A opressão , o autoritarismo mais radical caracterizaram aquela administração.




11. (                                                      )Entre os dois diretores deveria existir sérias divergências, pois a maior patê dos funcionários nunca os tinha visto juntos.




12. (                                                      )Eles hão de decidir ainda hoje, pois faz mais de dez horas que estão reunidos naquela sala.




13. (                                                      )Quando muito lhes interessa, os Estados Unidos oferecem ajuda a outros.




14. (                                                      )Estados Unidos já estão estudando a concessão de uma ajuda de urgência àquele país.




15. (                                                      )Poucos alunos estudaram. Haja vistos os resultados obtidos pela maioria.




16. (                                                      )Conselhos, advertências, repreensões, nada o  demoviam daquela decisão.





Julgue (correta ou incorreta) o emprego da crase nas frases que seguem. As incorretas só contará ponto se estiver acompanhada de justificativa.

17. (                                                      )Se você for visitar a região nordeste, não deixe de ir conhecer as praias à disposição dos turistas.




18. (                                                      )Saíram de casa às sete horas da manhã, as escondidas, só retornando à noite, dirigindo-se àquele aposento.




19. (                                                      )Discordâncias à parte, dedico meu trabalho à ela, com quem aprendi à ler a linguagem da natureza.



20. (                                                      )Ele saiu a pé, a caminho do teatro e, daí a pouco, saímos a procura dele.




21. (                                                      )Foi à Brasília aprender as artes políticas, mas retornou a terra natal sem grandes conhecimentos.




22. (                                                      )Falando à equipe que a aguardava desde cedo, a socióloga apresentou a proposta inicial de seu trabalho.




23. (                                          )À uma da tarde, as meninas saíram uma à uma, dirigindo-se à sala de refeições.




24. (                                              )Todo o enfoque do volume é dado à luta pelos ideais da liberdade civil. A obra pode servir à discussão de um período da história política do Brasil, a saber, o período militar.




25. (                                          )Fiz uma redação à machado de Assis.



                                                                                                                                           BOM TRABALHO!

segunda-feira, 17 de março de 2014

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Atividade de sexta-feira (19/04/13) para turma CD1
· Comente o texto abaixo.



Eutanásia: quem decide a hora certa de morrer?
As denúncias envolvendo a médica Virgínia Helena de Souza, acusada de antecipar a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Paraná, reacenderam, neste ano, a polêmica sobre um assunto antigo: a eutanásia. A palavra de origem grega significa boa morte e refere-se ao direito que os indivíduos teriam de optar por encerrar a vida de modo antecipado e sem dor. Isso é visto por  muitos como um alívio aos doentes incuráveis que sofrem exageradamente, por longos tempos, no aguardo da morte. Há países, como Holanda e Bélgica, nos quais a eutanásia é legalizada, mas, no Brasil, é crime. O tema desperta muitas discussões: se estiver consciente, o doente tem o direito de decidir quando parar de viver? E se estiver inconsciente, a família poderia ter esse direito? Caso fosse legalizado, quem teria a tarefa de ajudar o doente a provocar a própria morte? E os médicos, como deveriam agir, já que juraram defender a vida?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Atividade de sexta- feira ( 05/04/2013)  para a turma CD1

Crise econômica na Europa força nova fase de emigração de portugueses

Lisboa – A crise econômica internacional que afeta especialmente os países do sul da Europa está incentivando a emigração portuguesa. Os principais destinos são os países do norte da Europa menos afetados pela crise, como Alemanha, Inglaterra e Luxemburgo. Há também correntes migratórias para Angola, Brasil e Moçambique; países falantes do idioma português.
A diáspora portuguesa não ocorre pela primeira vez na história. Portugal, sendo um pequeno país, ex-império colonial e tendo uma população reconhecida pela capacidade de adaptação cultural, há muitos anos é tido como um país de emigrantes – inclusive para o Brasil. Conforme estatística aceita por especialistas, há cerca de cinco milhões de lusitanos e seus descendentes diretos vivendo mundo afora. Desses, cerca de 2,3 milhões são nascidos em Portugal – número que se aproxima de um quarto da população residente no país (10,2 milhões).
De acordo com a socióloga Filipa Pinho, coordenadora da equipe técnica do Observatório da Emigração do Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), o que diferencia os processos de emigração no século 21 é que “há mais liberdade de circulação, intercomunicação e aproximação de fronteiras”.
A internet favorece que as pessoas que queiram emigrar acionem redes locais de apoio e solidariedade no país de destino, além de disponibilizar informações instantâneas e a chance de pesquisar emprego e oportunidades de negócio. Esse é o caso de Bruno Carvalho, solteiro com 30 anos, que pensa em emigrar para algum país asiático e lá abrir um pequeno negócio como padaria ou doceria. Ele não descarta ir para o Brasil, mas teme a violência, lembra do custo de vida e desconfia de como será o futuro da economia brasileira após os Jogos Olímpicos de 2016; “não vejo que haja de fato bom desempenho econômico”, disse à Agência Brasil.
A principal razão para Bruno planejar a vida fora de Portugal é 'a falta de perspectiva' em seu país e o desejo de viver em lugares de outra cultura. Apesar de estar empregado como caixa de uma rede de supermercados em meio período, Bruno avalia ter potencial e tempo para outras atividades – antes da crise tinha dois empregos. A outra atividade, da qual foi demitido em outubro do ano passado, era de assistente de escala na pista do Aeroporto de Lisboa.
A emigração de pessoas jovens como Bruno Carvalho poderá ter efeito grave no futuro de Portugal, cuja população envelhece acentuadamente pondo em risco o sistema de seguridade social. De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, órgão português equivalente ao IBGE, na última década a população do país só cresceu em 200 mil habitantes – especialmente imigrantes, dos quais 77 mil eram brasileiros. O número de filhos por mulher portuguesa caiu de 1,56, em 1990, para 1,36, em 2010. No Brasil a taxa era de 1,9 filho por mulher, em 2010.
Por ora, a emigração tem garantido mais divisas ao país. Nos últimos anos, cresceu o saldo positivo das transações (envio e recebimento de euros) com Alemanha, Inglaterra e Luxemburgo; assim como com Angola. No caso do Brasil, os dados coletados pelo Observatório da Emigração ainda registram fluxo monetário favorável ao Brasil por causa da colônia de 111 mil habitantes residentes em Portugal.
De 2008 para 2011, a entrada oficial de portugueses no Brasil passou de 482 pessoas ao ano, para 1.564. O registro consular português contabiliza que a população lusitana entre os brasileiros cresceu de 384 mil para mais de 425 mil. O registro, no entanto, não é obrigatório e o dado pode incluir descendentes nascidos no Brasil e pessoas que se registraram muito tempo depois de emigrarem.
Entre os portugueses, há quem ache vantajosa a emigração para o Brasil, mas há quem reclame do mercado de trabalho ser de difícil acesso, como é o caso dos engenheiros que não conseguem registro para trabalhar. Para contornar essa situação, nesta quinta-feira (21), a Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (Crup) assinaram, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar os processos de reconhecimento, revalidação e equivalência de graus e títulos acadêmicos.
                                                          
                                                                                                  Gilberto Costa
                                                                                              Correspondente da Agência Brasil/EBC
                                                                                                                                22/03/2013
  • Comente o texto apontando os aspectos positivos ou negativos da vinda de emigrantes  para o Brasil.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Atividade de sexta-feira( 22/03/ 13) para turma CD1

Comente o texto abaixo:
Mendonça Filho pede informações sobre os critérios de correção das provas do Enem


Publicação: 21/03/2013 09:14 Atualização: 21/03/2013 09:27
O deputado federal Mendonça Filho (DEM) apresentou nesta quarta-feira (20) requerimento na Comissão de Fiscalização e Controle Financeiro da Câmara dos Deputados pedindo informações ao Ministro da Educação, Aluizio Mercadante, sobre os critérios utilizados na correção da redação do ENEM. A correção das redações do ENEM vem sendo questionada após denúncia da imprensa de que textos com erros grosseiros receberam nota máxima. “É inadmissível que a avaliação das redações do ENEM fique sujeita a julgamento subjetivo e até mesmo ideológico. Isso gera insegurança para os estudantes e abre espaço para atos de favorecimento e até corrupção”, afirmou.
O requerimento de informações deve ser votado na próxima quarta-feira (27), na sessão da Comissão de Fiscalização. Se for aprovado, o ministro terá de informar os critérios utilizados na correção das provas em relação aos pontos retirados dos candidatos atribuídos a erros na norma culta e os pontos atribuídos à compreensão e ao desenvolvimento do tema dentro dos limites estruturais do texto. O requerimento pede, ainda, que o ministro informe os pontos atribuídos aos argumentos e à defesa do ponto de vista abordados pelo aluno, os pontos atribuídos à utilização dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação e os pontos atribuídos à conclusão e às propostas de intervenção ao problema abordado.
“Uma denúncia dessa gravidade, que compromete a vida de milhares de jovens no País, não pode ser tratada pelo Ministério com uma nota considerando que a redação pode ter pontuação máxima, mesmo apresentando erros na competência avaliada. Isso é premiar quem não”, destacou. O deputado criticou, ainda, o fato de o Governo do PT querer relativizar até a norma culta da própria língua portuguesa. “O Governo tem que ter compromisso e retirar aqueles examinadores que não agiram corretamente”, completou. As denúncias da imprensa demonstram que as orientações do Guia do Participante da Redação do ENEM, divulgado pelo INEP, não foram observadas na correção das redações.
Com informações da assessoria de imprensa do DEM
www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/03/21/

quinta-feira, 14 de março de 2013

Atividade de  sexta-feira para a turma CD1

Comente o texto abaixo:

O mundo está encolhendo - MARTHA MEDEIROS
ZERO HORA


O mundo não vai acabar, mas certamente está diminuindo de tamanho.

Antes, cada país preservava sua cultura e seus costumes. Hoje, todos possuem vários McDonald’s, Starbucks, Outback, Subway – nenhum viajante se sente longe de casa, o fast food da esquina impede a sensação de estrangeirismo. O mundo encolheu.

Antes, levávamos dias para chegar a um local, semanas para atravessar um país. Hoje, para estar em qualquer lugar basta uma teclada, uma câmera virtual, e assim economizamos tempo, dinheiro e romantismo. Eliminou-se o trajeto. O mundo encolheu.

Antes, cada lar era sagrado, a intimidade era assunto de poucos, havia uma sacralidade que, mesmo informal, preservava os pecados internos. Hoje, o que nosso pai diz está no Twitter, nossa mãe tem perfil no Face, nossa casa não tem mais paredes. O mundo encolheu.

Antes, o que se escrevia era de autoria particular, indevassável. Hoje, há vários autores caçando palavras alheias, várias fontes a quem é atribuído o mesmo texto, não há mais o dono da ideia, tudo o que se diz e escreve é de quem viu primeiro, basta adotar como seu. O mundo encolheu.

Antes, os amores eram secretos, as dores eram particulares, chorava-se em silêncio e em privacidade, ninguém sabia o que você sentia, a não ser que você fosse poeta. Hoje a dor de amor é produto externo bruto, fatura-se com o coração ferido. O mundo encolheu.

Antes, a amizade era confeccionada com o tempo, era preciso meses para confiar, anos para decretar que o vínculo seria eterno, havia uma trajetória a cumprir antes do abraço indissolúvel, os padrinhos de casamento eram escolhidos entre os irmãos. Hoje, o melhor amigo é aquele de segunda-feira, que te deu uma carona. O mundo encolheu.

Antes, o conteúdo dignificava, estabelecia uma triagem natural entre quem era consistente e quem não tinha substância para fazer diferença. Sabedoria e conhecimento tinham valor. Hoje, se o sujeito concorda contigo, basta para ser teu ídolo. O mundo encolheu.

Antes, a polidez não era um fricote, e sim uma atitude honrada. Ser respeitoso não merecia escárnio, e sim retribuição equivalente: bons tratos eram recorrentes entre cavalheiros e damas. Ampliava-se a civilidade. Hoje, respeitar está fora de moda, moderno é ser cruel. O mundo encolheu.

Antes, o prazer não tinha valor diante do desprazer do outro, nada valia ser feliz à custa das infelicidades alheias, havia uma corrente silenciosa e íntegra que avisava: ou todos, ou nenhum. Hoje, restritos em nossas individualidades, é comum passarmos por cima até dos nossos afetos. O mundo encolheu.

Estamos promiscuamente embolados, sem espaço para ampliar nossa existência. O mundo encolheu e alguns vão sobrar. Já estou com meio corpo pra fora.